terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Poema sobre o amor


Hoje de manhã, ao acordar,
pensei:
hoje, o amor vai assaltar-te
embora não soubesse como ele é
nem o que vale.
Eu acho que as coisas realmente grandes na história
(tanto na história UNIVERSAL
como na história pessoal
mas talvez eu esteja errado)
de modo nenhum são feitas por amor
ou em amor ou qualquer coisa assim;
eu acho que as coisas realmente grandes
se fazem por razões completamente diferentes.
Por exemplo, a SIEMENS não constrói por amor
uma barragem em Cabora Bassa, e também
uma revolução do amor não
levará a nada.
Claro que se pode tentar
mas eu não acredito nisso.
E tentei
explicar isto à mulher-do-meu-amor
(que acordou logo a seguir a mim
talvez eu a tenha acordado
ao erguer-me para olhar para o despertador
passava pouco das onze e era sábado)
e ela disse
que não fazia SENTIDO
eu estar AGORA a explicar-lhe isto
e eu dei-lhe razão
e
ela
deitou a mão à minha piça. Depois
fizemos amor até ao meio-dia-e-meia
sem que daí
resultasse
nada de verdadeiramente grande
digamos: pelo menos com metade da grandeza
dos esforços de Leviné em Munique em 1919.

Jürgen Theobaldy

Colette Coughlin

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

domingo, 28 de dezembro de 2014

terça-feira, 5 de agosto de 2014

sábado, 19 de julho de 2014

Soneto CLXVIII























Este que vês aqui, formosa dama,
Entre moles testículos pendente,
Já foi em outro tempo raio ardente,
Hoje é pavio, que não solta chama:

Este que vês aqui, já foi o Gama
Dos mares onde navega tanta gente;
Hoje é carcaça velha, que somente
Dos estragos que fez conserva a fama:

Este que vês aqui, foi do trabalho
O maior sofredor (quem tal dissera?)
Hoje do amor é lânguido espantalho:

Este que vês aqui, na ardente esfera,
Já foi flor, já foi luz, já foi caralho;
Mas hoje não é já quem dantes era.

António Lobo de Carvalho (1730-1787)

domingo, 22 de junho de 2014

Yul Brynner

Yul Brynner por George Platt Lynes, c. 1942

sábado, 19 de abril de 2014

Êxtase

O Santo a Masturbar-se (1995), de Scott Seidman

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Sex on fire

Duane Michals, 1968
















Lay where you're laying, don't make a sound
I know they're watching, they're watching

All the commotion, the kiddie-like play
Has people talking, talking

You... Your sex is on fire

Dark of the alley, the breaking of day
The head while I'm driving, I'm driving

Soft lips are open, knuckles are pale
Feels like you're dying, you're dying

You... Your sex is on fire
Consumed with what's to transpire

Hot as a fever, rattling bones
I can just taste it, taste it

If it's not forever, if it's just tonight
Oh it's still the greatest, the greatest

You... Your sex is on fire
You... Your sex is on fire
Consumed with what's to transpire

And you... Your sex is on fire
Consumed with what's to transpire

Kings of Leon


Sex on Fire by Kings of Leon on Grooveshark

segunda-feira, 3 de março de 2014

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Temor de teus olhos


Temor de teus olhos,
De esse vértice puro
Onde o pensamento bate,
Temor do teu olhar
Secreto veludo de álgebra
Com o qual me percorres,
Temor das tuas mãos
Suaves ímanes
Que procuram seiva,
Temor dos teus joelhos
Que premem o meu colo
E temor uma vez mais,
Até que o mar imerge
Esta minha débil carne
E eu exaurida descanso
Sobre ti tornado praia
Eu que me torno onda
Que tu golpeias, golpeias
Com o teu remo de Amor.

Alda Merini
(trad. de j.e. simões)

Hiroshi Teshigahara, The Woman in the Dunes, 1964




quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Sexo no Cinema #23

Un Chien Andalou, de Luis Buñuel, 1929

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