quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Soneto de Devoção

Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios

Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria

Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela

Essa mulher é um mundo! – uma cadela
Talvez... – mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!


Vinicius de Moraes (1913-1980)

Amedeo Modigliani, Nu Vermelho, 1917

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O centro do mundo

Jules Adolphe Chauvet, c. 1848

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dos epigramas venezianos

Achille Deveria

Gosto de rapazes, mas muito mais de moças:
satisfaço a moça e ela me serve de rapaz.

Goethe (1749-1832)
(Trad. José Paulo Paes)

domingo, 17 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Leitura























é lendo que eu aprendo o que já sei
é vendo que eu entendo o que me rói
é tendo que eu vendo o que me dei
é na merda do nada que o cu dói

como não quer a coisa quero a coisa
o coiso quer a coisa quer a casa
em que penetre o coiso como poisa
no peixe a água e a ave bate a asa

e como como o cono como a cona
e quando como a cona como a cama
de pé de costas ou no bico da mama

mas é vindo que eu vou até ficar
ouvindo e vendo e lendo o mar:
como é belo o que me dás de cu pró ar!


Sim… Sim! Poemas Eróticos, de E.M. de Melo e Castro, Vega Editora, 2000
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...