quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Soneto






















Quinze anos eu passara, os primeiros da vida,
Sem ter sabido nunca o que era esse furor
Em que a dança do cu deixa na alma um torpor
Após a ânsia viril na cona ser remida.

Não que a morte tão doce e tão apetecida
Não me impelisse um forte, juvenil ardor,
Mas o membro que eu tinha, embora lutador
Não chegava a deixar a Dama bem servida.

Trabalho desde então com pertinácia rara
Por compensar a perda e o tempo que não pára,
Pois o sol no Poente ameaça os meus dias.

Oh Deus, venho rogar-te, meu zelo ajudai:
Para tão doce agir, meus anos alongai
Ou devolvei-me o tempo em que inda eu não fodia!


François de Malherbe (1555-1628)
(Trad. José Paulo Paes)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Agulha em palheiro

Etienne Forneron, Leipzig 1910

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Espelhos #5

Alexis Gouin 1851

Anton Solomouhka

Friedl Bondy Kubelka 1979

domingo, 20 de janeiro de 2013

The Sensual World



O tema "The Sensual World", de Kate Bush, foi originalmente escrito a partir do solilóquio de Molly Bloom do "Ulisses", de James Joyce. Embora a cantora tenha tido de reescrever a letra por ver negada a permissão autoral para lançar a canção conforme o original, conseguiu ainda assim manter o devaneio erótico dos últimos pensamentos de Molly.

Mmh, yes,

Then I'd taken the kiss of seedcake back from his
mouth
Going deep South, go down, mmh, yes,
Took six big wheels and rolled our bodies
Off of Howth Head and into the flesh, mmh, yes,
He said I was a flower of the mountain, yes,
But now I've powers o'er a woman's body - yes.
Stepping out of the page into the sensual world.
Stepping out.............
To where the water and the earth caress
And the down of a peach says mmh, yes.
Do I look for those millionaires
Like a Machiavellian girl would?
When I could wear a sunset, mmh, yes,
And how we'd wished to live in the sensual world.
You don't need words - just one kiss, then another.

Stepping out of the page into the sensual world.
Stepping out, off the page into the sensual world,
And then our arrows of desire rewrite the speech, mmh, yes,
And then he whispered would I, mmh, yes,
Be safe, mmh, yes, from mountain flowers?
And at first with the charm around him, mmh, yes,

He loosened it so if it slipped between my breasts
He'd rescue it, mmh, yes,
And his spark took life in my hand, mmh, yes,
I said, mmh, yes,
But not yet, mmh, yes,
Mmh, yes....

The Sensual World by Kate Bush on Grooveshark

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Poema erótico da Índia antiga séc. IV a. c.

Mesmo agora recordo a minha amada
Na dança selvagem do amor
Curvada devido ao peso dos seios
O corpo esguio consumido pelo desejo
O rosto transparente como a lua cheia
Submersa pelos seus longos cabelos.




quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Soneto


Diálogo entre mim e uma jovem, que passava por donzela,
e cujo cabaço andava sabe Deus por onde.


Eu – “Eugênia! vamos nós muito em segredo,
Já que todos lá dentro estão dormindo,
Gozar no campo do luar tão lindo,
Deitadinhos debaixo do arvoredo?”

Eug. – “Ó! quem dera! Mas eu... eu tenho medo,
Porque pode a mãezinha estar ouvindo...”
Eu – “Qual mãe, qual nada: vamos já saindo.
Previne a escrava; voltaremos cedo.

Eugênia! quer você... mas... com cautela....”
Eug. – “Eu não... Jesus!...” Contudo a tal deidade
Nem no cu de cagar era donzela.

Fornicamos três horas, à vontade;
A putinha – com cio de cadela,
E eu – com cio e tesão de burro ou frade.


Francisco Moniz Barreto (1804-1868)


atribuído a Achille Deveria (1800-1857)




quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Recado

Pra quem não sabe:
a única perversão
é foder
sem ter vontade.

Riany Leão




segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Fala

Heinz Brandenburg



















falar do falo
é uma fácil falácia

do príapo é mais própria
a prosápia

quanto ao caralho
não é pau de carvalho

mas engrossa a piça
o chouriço enchoiriça
e a piça incha e estica

mas o tesão
não se compra nem se vende

a cona destes versos
é que o fode!

in Sim… Sim! Poemas Eróticos, de E.M. de Melo e Castro, Vega Editora, 2000

sábado, 12 de janeiro de 2013

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Sonetos Luxuriosos - V

Põe-me um dedo no cu, velho pimpão,
Mete-lhe dentro o pau, mas sem afogo;
Levanta bem a perna, faz bom jogo,
Depois mexe, mas sem repetição.

Por minha fé, isto é melhor ração
Do que pão com alho e óleo junto ao fogo;
Se a cona te desgosta, muda logo.
Há homem que não seja um mau vilão?

Na cona hei de foder-te boa data
De vezes, pois em cona ou cu entrando,
O pau faz-me feliz e a ti beata.

Quem quer ser mestre é louco e é tolo quando
Por alheios prazeres malbarata
O tempo em que devia estar trepando.

Pois finda-te, esperando
Num palácio, que o tal morra, senhor
Cortesão, que eu sacio meu ardor.

Aretino (1492-1556)
tradução de José Paulo Paes

Ilustração de Paul Avril, de 1892, para "Sonetos Luxuriosos" de Aretino

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Sexo no Cinema #20

"Doctor, you've cured me."

Jeremy Irons e Geneviéve Bujold em Dead Ringers (1988), de David Cronenberg

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Espelhos #3

Jean Agelou (1878-1921)

Kiki de Montparnasse por Julian Mandel


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

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