segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Soneto XXXV

Anónimo, séc. XIX

Se tu visses, Josino, a minha amada
Havias de louvar o meu bom gosto;
Pois seu nevado, rubicundo rosto
Às mais formosas não inveja nada:

Na sua boca Vénus faz morada:
Nos olhos tem Cupido as setas posto;
Nas mamas faz Lascívia o seu encosto,
Nela, enfim, tudo encanta, tudo agrada:

Se a Ásia visse coisa tão bonita
Talvez lhe levantasse algum pagode
A gente, que na foda se exercita!

Beleza mais completa haver não pode:
Pois mesmo o cono seu, quando palpita,
Parece estar dizendo: "Fode, fode!"


Bocage (1765-1805)

sábado, 24 de novembro de 2012

O Empata-fodas

anónimo, séc. XIX

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Sexo no Cinema #16

Ita Rina em "Erotikon" (1929), de Gustav Machatý.






quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Iggy Pop e Debbie Harry





Lust For Life by Iggy Pop on Grooveshark

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Deus sabe que ninguém tem

Eugène Le Poitevin, Erotic Deviltries - The Tree of Life, 1832























Deus sabe que ninguém tem
         instrumento igual ao meu:
venham medi-lo e hão-de ver
         o tesouro que El’me deu.
Tomai-o – isso! – na mão:
         é meu timbre de valor.
Quem o gosto lhe descobre
         sucumbe ao terno ardor.
Tão alto como um pilar
         (como um pilar não encolhe)
visto ao longe na distância
         de qualquer lado que se olhe.
Venham pegar, e apertá-lo
         com força na vossa mão.
E levai-o à vossa tenda,
         entre onde os montes estão.
Sêde vós a lá guardá-lo
         com vossa mão cuidadosa
Vêde quanto ergue a cabeça
         como bandeira orgulhosa!
Nem dareis pela entrada,
         tão corajoso ele avança!
Jamais pende como a vela
         quando o vento se descansa.
Que el’ seja asa da panela
         entre as pernas escondida,
tão vazia desde o fundo
         até à borda cingida.
Venham ver a maravilha
         que logo se ergue tão pronta!
Tão rara e tão portentosa,
         tão rica de bens sem conta!
E vejam como endurece
         tão forte e tão magistral:
É coluna dura e longa
         de uma força sem igual.
Se quereis pega segura,
         ou colher que bem remexa,
outra melhor não tereis
         para panelas sem queixa.
Pegai nesta – que ela esteja
         na vossa panela ardente,
lá onde só um instrumento
         haverá que vos contente!
Nem sonhais – amores – o gosto
         que vos dará tal espada,
mesmo em panela de cobre
         ou de prata chapeada.

Abu Novas (c.750-c.813), tradução de Jorge de Sena in "Poesia de 26 séculos - de Arquíloco a Nietzche"


Aubrey Beardsley, 1894


domingo, 18 de novembro de 2012

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Sonhos

Gravuras anónimas para o "Musée des Familles", 1840 (segundo "Erotica Universalis", de Gilles Néret).
Também atribuído a Achille Deveria (1800-1857).



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A Glutona

































Louise Weber (1866-1929) foi uma audaciosa bailarina francesa, conhecida como "La Goulue". O seu nome é indissociável do Moulin Rouge e do Can-can. Toulouse-Lautrec imortalizou-a nos seus quadros.
Ver mais aqui

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

sábado, 10 de novembro de 2012

Floral

Das flores
A que mais amo
É a rosa vermelha
Quando a plantas
No meu sexo
E vais sorvendo
Pètala por pétala
Até chegar à derradeira.


Lúcia Nobre

La Pudeur, Marcel Marien, 1984

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Soneto IX

Arreitada donzela em fofo leito
Deixando erguer a virginal camisa,
Sobre as roliças coxas se divisa
Entre sombras sutis pachocho estreito.

De louro pelo um círculo imperfeito
Os papudos beicinhos lhe matiza;
E a branda crica, nacarada e lisa,
Em pingos verte alvo licor desfeito.

A voraz porra, as guelras encrespando,
Arruma a focinheira, e entre gemidos
A moça treme, os olhos requebrando.

Como é ainda boçal, perde os sentidos;
Porém vai com tal ânsia trabalhando,
Que os homens é que vêm a ser fodidos.

Bocage (1765-1805)

anónimo, c.1840

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Pin-ups vitorianas

Auguste Belloc, Delphine Herbe, Paris, c.1851-55






Louis Jules Duboscq-Soleil







terça-feira, 6 de novembro de 2012

Freira Marota

De Martin van Meytens, c.1731.




domingo, 4 de novembro de 2012

Sexo no Cinema #15

Mark Rylance e Kerry Fox, em Intimidade (2001), de Patrice Chéreau.




 

sábado, 3 de novembro de 2012

Luzia Sánchez, estais em grande falta


Les très Riches Heures du Duc de Berry, séc.XV























Luzia Sánchez, estais em grande falta
comigo, que nom fodo mais nada senão
uma vez; e, pois fodo, se Deus me valer
fique disso afrontado bem por três dias.
Por Deus, Luzia Sánchez, Dona Luzia,
se eu vos pudesse foder, foder-vos-ia.
Vejo-vos deitar comigo muito defraudada,
Luzia Sánchez, porque não fodo nada;
mas se eu com isso vos satisfizesse,
pois eu foder não posso, peidar-vos-ia.
Por Deus, Luzia Sánchez, Dona Luzia,
se eu vos pudesse foder, foder-vos-ia.
Deu-me o Demo esta pissuça cativa,
que já nem pode cuspir saíva
e, de certo, parece mais morta que viva,
e se lh’ardess’a casa, não s’ergueria.
Por Deus, Luzia Sánchez, Dona Luzia,
se eu vos pudesse foder, foder-vos-ia.
Deitaram-vos comigo para mal dos meus pecados
pensais de mi coisas tão desconcertadas,
cuidais dos colhões, que tragu’inchados,
porque o são com foder e é com doenças
Por Deus, Luzia Sánchez, Dona Luzia,
se eu vos pudesse foder, foder-vos-ia.

João Soares Coelho (1200-1278)

fonte

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Sexo no Cinema #14

Kate Winslet e Patrick Wilson em "Pecados Íntimos" (2006), de Todd Field.
















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