quinta-feira, 31 de março de 2011

quarta-feira, 30 de março de 2011

O Nu Masculino



O papel do corpo masculino nu na cultura ocidental é ambíguo, trazendo consigo conotações que oscilam entre o orgulho, o exibicionismo e a vergonha. Uma das razões para esta ambuguidade é o conflito entre as tradições pagãs e as judaico-cristãs. A ênfase na nudez masculina chegou até nós vinda dos gregos, e depois, dos romanos. A vergonha e a proibição da nudez, particularmente qualquer exposição das partes privadas de um homem, foram herdadas das religiões monoteístas do antigo Médio Oriente, especialmente o judaísmo, e foram posteriormente reforçadas pela reacção dos primeiros cristãos a emergir contra as práticas pagãs.


Os gregos não foram os inventores das estátuas masculinas completamente despidas. Estas apareceram ocasionalmente na arte do Egipto Antigo, geralmente como substitutas do corpo embalsamado do soberano no caso de este ser destruído. Essas estátuas faziam parte do mobiliário funerário e nunca se destinavam a ser vistas em público. Além destas, os egípcios faziam estátuas de Min, deus da fertilidade. Neste caso, a própria estátua tinha tendência a ser grosseira e estilizada, com um grande falo erecto que era esculpido como peça separada e depois inserido num orifício do torso.


Os gregos parecem ter sido os primeiros a fazer representações de jovens nus como imagens da beleza ideal. Estes kouroi, como eram chamados, não eram estátuas de culto mas sim dedicações ou oferendas ao templo de um deus. Também os deuses masculinos eram representados no estado de nudez - como homens maduros no caso de Zeus, rei dos deuses, e do seu irmão Poseidon, deus do mar, mas também como seres que despontavam para a masculinidade, como por exemplo, Apolo, deus do sol, e Dioniso, deus do vinho.

Os gregos também mostraram a nudez masculina em cenas do dia-a-dia - atletas em competição eram representados nus, tais como os participantes em simpósios ou festas. Estas imagens sobreviveram, não como pinturas murais, que estão quase inteiramente perdidas, mas em numerosos vasos pretos e vermelhos com figuras.


A ênfase no masculino na arte, e particularmente na nudez masculina, reflectia certas particularidades da cultura grega. O papel da mulher era reduzido, e quaisquer sentimentos de amor romântico eram deslocados dos relacionamentos entre homens e mulheres para aqueles entre homens maduros e jovens.

A nudez ritual era obrigatória nas provas desportivas. Estar nu na frente de outros era adequado, tanto para o atleta vitorioso como para o ser do qual ele era o substituto, o herói lendário. A progressão da escultura grega foi, até ao século IV a.c., essencialmente uma evolução no sentido de uma mestria cada vez maior da representação do homem. Todo o sistema de proporções desenvolvidas pelos artistas gregos baseava-se na relação das várias partes do corpo humano, e especificamente desse corpo no seu aspecto masculino.



A arte romana pegou nas convenções da arte grega e acrescentou algumas da sua lavra. Uma delas foi o retrato realista da heróica nudez do herói clássico. Existem algumas estátuas de culto sobreviventes, de imperadores romanos, em que esta conjunção forçada produz um efeito inquietante.

Fonte: Ars Erotica, de Edward Lucie-Smith

quinta-feira, 10 de março de 2011

Madame Loulou


Adam Aston - Madame Loulou, 1934

segunda-feira, 7 de março de 2011

Odaliscas




Fotografias (1943) de Horst P. Horst (1906 - 1999)

O Homem Rã


Irmãos Catita - Conan O Homem Rã

domingo, 6 de março de 2011

Bad Boys

David Bowie 


Iggy Pop 


Peter Murphy

sábado, 5 de março de 2011

Persona

Bibi Andersson e Liv Ullmann em Persona, de Ingmar Bergman, 1966.


Culpa


Persona, de Ingmar Bergman, 1966

Nus




Fotografias de Imogen Cunningham (1883 - 1976)
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